Em resumo
  • Pressão, aperto ou queimação no peito são sinais relevantes.
  • A dor pode irradiar para braços, costas, ombros, pescoço ou mandíbula.
  • Falta de ar, náusea, suor frio, tontura e sensação de desmaio podem acompanhar o quadro.
  • Suspeita de infarto exige atendimento imediato, não uma consulta marcada.

O infarto acontece quando parte do músculo do coração deixa de receber sangue adequadamente. Quanto mais cedo o atendimento, maior a chance de limitar danos. Por isso, reconhecer sinais possíveis e acionar emergência é mais importante do que tentar ter certeza da causa em casa.

Quais sintomas podem ocorrer?

A manifestação clássica é dor, pressão, peso, aperto ou queimação no centro do peito. Ela pode durar vários minutos, ir e voltar ou irradiar para outras regiões. Algumas mulheres apresentam desconforto menos intenso ou destacam sintomas como falta de ar, náusea, vômito, suor frio, tontura, cansaço incomum ou mal-estar.

Mito

“Infarto sempre causa uma dor muito forte no lado esquerdo do peito.” A intensidade e a localização variam. A ausência de uma dor considerada “típica” não exclui urgência.

Por que pode haver atraso no atendimento?

Sintomas podem ser atribuídos a estresse, ansiedade, problemas digestivos ou cansaço. Além disso, muitas pessoas esperam a dor passar, dirigem até o hospital ou procuram primeiro alguém da família. Esse tempo pode ser decisivo.

O que fazer diante de suspeita?

Ligue para o SAMU 192

Diante de dor ou pressão no peito, falta de ar importante, suor frio, náusea intensa, desmaio ou mal-estar súbito, acione atendimento de emergência. Evite dirigir e não espere uma consulta marcada.

Não tome medicamentos por conta própria para “testar” se o sintoma melhora. A equipe de emergência avaliará o quadro e definirá as medidas adequadas.

E depois da urgência: como prevenir?

Prevenção envolve identificar e controlar pressão alta, diabetes, colesterol, tabagismo, sedentarismo e outros fatores. A estratégia é individual e pode incluir mudanças de hábito, medicamentos e acompanhamento conforme o risco de cada pessoa.

Quando conversar com um cardiologista?

Fora de uma situação de urgência, uma consulta pode ser útil para revisar fatores de risco, sintomas prévios, histórico familiar e exames. Mulheres com doenças hipertensivas da gestação, menopausa precoce ou condições metabólicas também devem contar essa história durante a avaliação.

Aviso médico

Este texto não serve para confirmar ou excluir infarto. Em sintomas suspeitos, a conduta segura é procurar atendimento imediatamente.

Referências médicas